Planejando uma viagem de férias encontrei roteiros interessantes pela Europa que incluem visitas a centros de compras em nove grandes cidades européias. Tais locais de compras se localizam a poucos kilômetros de metrópoles e oferecem grande infra-estrutura para lojas de marcas famosas, as griffes. O mais interessante é que se trata de outlets, ou seja, lojas que oferecem descontos para vender mercadorias de coleções passadas de marcas famosas.
Para completar minha surpresa, eles se denominam "Chic Outlet", pode?!!!
confira!
Tudo isso me parece um tanto contraditório. As palavras "grife" e "desconto" não pertencem ao mesmo campo semântico. Tradicionalmente as grifes oferecem mercadorias exclusivas para clientes selecionados a preços altíssimos. Os descontos estão normalmente nas grandes lojas, associados a produção industrial em série e ao anonimato do comprador citadino. Essa nova modalidade de produtos supostamente exclusivos, carregando assinatura de designers famosos e sendo comercializada a preços reduzidos encontra sua lógica somente se mergulharmos brevemente na teoria social da moda.
O que você veste revela quem você é.
Georg Simmel, numa série de ensaios publicados postumamente como “On Individuality and Social Forms”[1], lançou no começo do século passado os fundamentos teóricos de uma discussão sobre a moda, o desejo pelo objeto, e a construção social do valor, que ainda ecoa e provoca grande reflexão. Numa teoria que ficou conhecida como “imitação em cascata” (Trickle Down), o autor chama a atenção para a dialética entre diferenciação e imitação – que ocorre entre grupos na sociedade no que se refere à moda – como constitutiva da própria natureza do caráter transitório da moda. A moda seria sempre uma criação da elite, daqueles que estariam ocupando a posição mais elevada da pirâmide social, e seguiria um movimento descendente na escala social, que se daria pela imitação dos que se encontram acima por aqueles que estão abaixo. Conforme Simmel esclarece: “The very character of fashion demands that it should be exercised at one time only by a portion of the given group, the great majority being merely on the road to adopting it.” Ou, em outras palavras, “As fashion spreads, it gradually goes to its doom”. (Simmel, 1971[1904]:302)
Desejo, imitação e morte.
Para além do aspecto de apropriação de elementos ou traços culturais entre camadas distintas da sociedade, independentemente do fato de estarem subindo ou descendo, o aspecto que considero importante destacar na teoria de Simmel, que justifica a pertinência e atualidade da sua teoria, repousa no caráter efêmero do fenômeno, caracterizado como de rápida transição e constante busca por algo novo.Ao afirmar que “quando uma moda se espalha ela gradualmente caminha para seu fim”, Simmel estabelece uma relação entre desejo, imitação e morte que denota a transitoriedade das tendências da moda.
Simmel enfatiza o caráter de transitoriedade do mundo da moda, que se aplica a forma como a experimentamos hoje. O autor pode ser criticado por tratar da moda a partir de uma visão de sociedade que pressupõe a existência de classes sociais claramente demarcadas, o que dificultaria a aplicação da teoria ao mundo de hoje, caracterizado por fronteiras culturais esfumaçadas, ou poderia reduzir o interesse por sua teoria. Entretanto, podemos argumentar em seu favor que, cada vez que uma nova moda é lançada, são criados produtos para atender a cada segmento do mercado, como se fosse uma grande celebração da novidade que estaria acessível a todos os bolsos.
O que você detesta revela ainda mais sobre você!
Marshall Sahlins (1976) e Mary Douglas (1996) consideram as escolhas de vestuário como reveladoras das categorias de pensamento de uma sociedade ou grupo social. Ambas as teorias, assim como a de Bourdieu (1979, 2002), analisam a moda como um sistema fechado, buscando o que esse sistema tem a dizer sobre a sociedade.Tanto Douglas quanto Bourdieu, explicitamente ou não, resgatam parte da teoria da “imitação em cascata” de Simmel e descrevem esquemas de participação dos atores sociais no consumo dos objetos. Tais teorias abrem todo um campo de pesquisas, ainda pouco explorado, para o estudo da moda na sua relação com o consumo e as estratégias dos atores em sua inserção social.
Mary Douglas salienta que os juízos negativos a respeito de roupas ou objetos são mais sutis e muito mais reveladores da posição e identidade social de um indivíduo. Comentários como:
"Nem morta eu usaria essa roupa!" são grandes marcadores de definição identitária por oposição.
Como se pode observar, as teorias sobre a moda tem muito a dizer sobre a construção das identidades sociais, e sobre a afirmação do lugar específico ocupado por um indivíduo dentro da sociedade, por meio daquilo que ele escolhe, compra, veste e especialmente daquilo que rejeita vestir.
[1] A obra “On Individuality and Social Forms”, editada e publicada em 1971 por Donald Levine, reúne ensaios e conferências que Simmel proferiu nas primeiras décadas do século passado.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Chefs da Televisão da Europa: restaurantes
Gosto de assistir a esses programas de gastronomia na televisão. Os chefs fazem tudo tão rápido, com tanta facilidade e fica tudo tão bonitinho. Fico curiosa pra saber que gosto tem a comida que eles fazem, afinal de contas, imagem não é tudo!
Descobri que alguns deles, senão todos, tem os seus restarantes.
Por que não experimentar?
Jamie Oliver - restaurante Fifteen - London
Monday to fridays guests can choose from a fantastic set lunch menu at great value. Choose from either 2 courses for £22.50 or three courses for £25. To make a reservation, please call 0871 330 1515 (UK) or 0044 870 787 1515 (INT). Lines are open between 9:30am and 9:00pm(GMT) seven days a week.
For something more extravagant, in the evenings we serve an amazing tasting menu giving our guests the opportunity to taste all of Fifteen's favourites. We can still cater for your food requirements; simply ensure our reservations team is aware of any specialist requirements at the time of making your booking.
Sara Wiener - restaurante Speisezimmer - Berlin
Serve o clássico "Wiener Schnitzel", entre outras especialidades. O melhor é desfrutar do ambiente ao ar livre no Terraço, durante o verão.
A sugestão é o menu de 3 pratos a noite, por 34E.
Telefone: 030 814 52 94 30.
Kolja Kleeberg - restaurante VAU - Berlin
Um ambiente mais elegante, localizado no GendamenMarkt, executado pelo arquiteto Meinhard von Gerkan.
A sugestão é um menu de seis pratos, a 110E.
Telefone 030 2 02 9730
Depois me conta!
Descobri que alguns deles, senão todos, tem os seus restarantes.
Por que não experimentar?
Jamie Oliver - restaurante Fifteen - London
Monday to fridays guests can choose from a fantastic set lunch menu at great value. Choose from either 2 courses for £22.50 or three courses for £25. To make a reservation, please call 0871 330 1515 (UK) or 0044 870 787 1515 (INT). Lines are open between 9:30am and 9:00pm(GMT) seven days a week.
For something more extravagant, in the evenings we serve an amazing tasting menu giving our guests the opportunity to taste all of Fifteen's favourites. We can still cater for your food requirements; simply ensure our reservations team is aware of any specialist requirements at the time of making your booking.
Sara Wiener - restaurante Speisezimmer - Berlin
Serve o clássico "Wiener Schnitzel", entre outras especialidades. O melhor é desfrutar do ambiente ao ar livre no Terraço, durante o verão.
A sugestão é o menu de 3 pratos a noite, por 34E.
Telefone: 030 814 52 94 30.
Kolja Kleeberg - restaurante VAU - Berlin
Um ambiente mais elegante, localizado no GendamenMarkt, executado pelo arquiteto Meinhard von Gerkan.
A sugestão é um menu de seis pratos, a 110E.
Telefone 030 2 02 9730
Depois me conta!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Cultura Brasileira em Berlim, as mulatas

Falar em Cultura Brasileira é remeter ao tema de estudos clássico da antropologia que é a questão das identidades sociais. Faz pensar no tanto que já foi dito sobre a construção das identidades nacionais e também sobre as identidades étnicas e as minorias.
O título Cultura Brasileira reúne em si dois termos importantes e não simples de serem definidos, que precisam ser levados em conta na realização de qualquer análise, por mais simples ou apressada que ela pretenda ser. O conceito de CULTURA, debatidíssimo, virado e revirado em todos os seus significados, mas fundamental; o conceito de BRASILEIRA, qualificador, que nos ajuda a restringir um pouquinho o campo de investigações do tema.
Permite incluir aí tanto os estudos comparativos opondo a "brasileira" a cultura de qualquer outra nacionalidade, seja ela "alemã" ou "turca", no campo das identidades nacionais contruídas, herdadas e transmitidas para as novas gerações. Ao mesmo tempo, permite tratar de toda a variação cultural encontrada dentro do Brasil. Outro aspecto envolvido é a construção de estereótipos, a construção de tipo nacionais, processo que ocorre em todas as culturas.
Os restaurantes brasileiros em Berlim são um ponto de partida interessante para a realização de uma etnografia da identidade nacional vista de fora. Um deles, muito conhecido, se localiza numa avenida de intensa circulação de turistas. Oferece, além de churrasco com espeto corrido e comida à vontade, um inacreditável espetáculo de dança. Com horário fixo diariamente, o show começa um pouco antes no telão, com o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, sendo o samba utilizado como "música ambiente". Em seguida os garçons afastam rapidamente e de modo sincronizado as mesas centrais do buffet de saladas e ali no meio entra um grupo de capoeira, dando início ao espetáculo da noite.
Já me sentindo um tanto desconfortável por jantar ao som do carnaval carioca, a capoeira ajudou a diminuir meu apetite. Nada contra a capoeira em si, que até admiro. Trata-se de um tipo de luta estilizada que na minha opinião não combina muito com a injestão de alimentos. Ainda mais com os tambores ligados no amplificador de som. O show de capoeira durou poucos minutos. Em seguida entraram em cena as mulatas de biquini. Com grandes plumas nas mãos e sapatos de salto alto tamanho 19, com plataformas gigantescas, eu ainda não sei como elas conseguiam se equilibrar na altura daqueles sapatos, quanto mais desfilar por todo o restaurante e ainda conseguir sambar. Fantastich! Wunderbar!
Com a música nas alturas meus ouvidos começaram a doer. Levantei e saí do estabelecimento para aliviar um pouco os tímpanos, e continuei observando pelo lado de fora das imensas vitrines. Do lado de fora vejo outras mulheres que também haviam saído e observavam o espetáculo dando risadas. Notei que falavam português e me aproximei, comentando: "orgulho de ser brasileiro, hein?" No que me responderam: "somos portuguesas". The joke was on me.
Conversando com membros da comunidade brasileira em Berlim eu descubro, posteriormente, que a proprietária do restaurante é uma ex-mulata de Sargentelli, que casou-se com um alemão. Hum, isso explica a inspiração do espetáculo.
"Morto em 2002, vítima de um ataque cardíaco, Oswaldo Sargentelli era sambista, especialista em mulatas e colecionava passagens pelo rádio e pela televisão. Entre 1957 e 1964, comandou o programa 'O Preto no Branco', que em São Paulo recebeu o nome de 'Pingo nos Is'. Sem aparecer no vídeo, ele fazia as perguntas mais indiscretas possíveis aos entrevistados. Um dos mais conhecidos é o episódio em que convidou Jânio Quadros para o programa e, aproveitando o estrabismo do ex-presidente, iniciou a entrevista com a seguinte frase: "Jânio Quadros, um olho no capital estrangeiro e outro em Moscou".
Em 1964, foi proibido de trabalhar na imprensa pelo regime militar e começou a fazer os primeiros shows com mulatas. Em 1969, assumiu a direção da sua primeira casa, o Sambão, em Copacabana. Um ano depois surgiu o Sucata e, em 1973, Sargentelli transformou o antigo Zeppellin - reduto da esquerda carioca - no Oba-Oba, a casa em Ipanema que deu fama definitiva ao produtor. Foram dez anos no Rio e outros seis em São Paulo, em que Sargentelli e suas mulatas recebiam até políticos estrangeiros - entre eles o secretário de Estado americano Henry Kissinger, que visitou a casa em 1975."
Em 1964, foi proibido de trabalhar na imprensa pelo regime militar e começou a fazer os primeiros shows com mulatas. Em 1969, assumiu a direção da sua primeira casa, o Sambão, em Copacabana. Um ano depois surgiu o Sucata e, em 1973, Sargentelli transformou o antigo Zeppellin - reduto da esquerda carioca - no Oba-Oba, a casa em Ipanema que deu fama definitiva ao produtor. Foram dez anos no Rio e outros seis em São Paulo, em que Sargentelli e suas mulatas recebiam até políticos estrangeiros - entre eles o secretário de Estado americano Henry Kissinger, que visitou a casa em 1975."
(do Estadão, quarta-feira, 30 de janeiro de 2008/foto kiko costa)
Ainda hoje muitos grupos de artistas, músicos e mulatas sambistas, herdeiros da tradição cultural iniciada por Sargentelli, realizam esses espetáculos tanto em casas noturnas cujo alvo principal são os turistas, quanto no exterior, seja em estabelecimentos fixos, como o restaurante que visitei, seja em trabalhos temporários realizados como turnês em diversos países.
Enfim, pode não ser bem do meu gosto, e tampouco aprecio essa objetificação da mulher brasileira, mas ao que tudo indica, o espetáculo do samba e das mulatas cultivado por Sargentelli acabou se tornando um produto cultural brasileiro de exportação. E como vende!!!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Rituais da Vida e Ritos do Cotidiano
Rituais da vida da gente
A vida é cheia de rituais. Essa afirmação é lugar comum na antropologia. Entretanto, importa como reflexão e comentário quando se aplica a vida prática, especialmente no que se refere as tarefas do dia-a-dia.
Os rituais de caráter social são aqueles que marcam um momento de transição na vida de uma pessoa. Assinalam a passagem da vida de solteiro para a vida de casado, por exemplo, através do ritual do casamento.
Assim também operam no nascimento, no batismo, na formatura, no velório e enterro, os chamados ritos fúnebres, bem como as bancas de pós graduação. O ritual de uma banca de mestrado ou doutorado tem também essa função de marcar a passagem de uma pesoa para um novo status, um grau de formação e capacitação profissional. Tudo são ritos. Separam o antes e o depois, estabelecendo distinções muitas vezes entre estilos de vida.
Para além da análise da funcionalidade, o ritual tem importância simbólica na medida em que atua no processo de elaboração e assimilação de uma realidade subjetiva, mas com implicações de ordem prática, uma vez que envolve valores e posturas, na forma de se ver e se colocar no mundo.
Pequenos ritos cotidianos
São aquelas pequenas coisas que fazemos todos os dias. Começar ou assumir uma nova tarefa implica em estabelecer pequenos ritos que marcam significados e estabelecem um corte, ao fixar um momento.
Escovar os dentes pode ser um rito? Depende.
Não é o simples ato da repetição que transforma uma sequência de ações num ritual.
É preciso que o ato seja revestido de um sentido, um significado que o ultrapassa.
Por exemplo, se eu escovo os meus dentes depois das refeições para que eles fiquem limpos, o ato de escovar os dentes nnao significa mais nada, além do fato de que sua praticante é uma pessoa asseada.
Por outro lado, se faço com que a minha filha escove os dentes depois do banho, a noite, antes de ir dormir, isso pode se tornar um ritual, uma vez que ao desempenhar as tarefas ela já esta percebendo que se aproxima a hora de dormir, pois já repetimos essa sequência muitas vezes e ela acaba sempre no mesmo lugar. Nesse caso, escovar os dentes ganha um sentido a mais, por sinalizar parte da transição entre um momento de atividade do dia, para um momento de repouso noturno.
Sinaliza a passagem, recebe um significado a mais, para além da funcionalidade prática de manter os dentes limpos.
A importância dos ritos esta nos significados que eles contém e sutilmente implicam. Insinuam, sugerem, mas não revelam, são como o significado eloquente do silêncio.
A vida é cheia de rituais. Essa afirmação é lugar comum na antropologia. Entretanto, importa como reflexão e comentário quando se aplica a vida prática, especialmente no que se refere as tarefas do dia-a-dia.
Os rituais de caráter social são aqueles que marcam um momento de transição na vida de uma pessoa. Assinalam a passagem da vida de solteiro para a vida de casado, por exemplo, através do ritual do casamento.
Assim também operam no nascimento, no batismo, na formatura, no velório e enterro, os chamados ritos fúnebres, bem como as bancas de pós graduação. O ritual de uma banca de mestrado ou doutorado tem também essa função de marcar a passagem de uma pesoa para um novo status, um grau de formação e capacitação profissional. Tudo são ritos. Separam o antes e o depois, estabelecendo distinções muitas vezes entre estilos de vida.
Para além da análise da funcionalidade, o ritual tem importância simbólica na medida em que atua no processo de elaboração e assimilação de uma realidade subjetiva, mas com implicações de ordem prática, uma vez que envolve valores e posturas, na forma de se ver e se colocar no mundo.
Pequenos ritos cotidianos
São aquelas pequenas coisas que fazemos todos os dias. Começar ou assumir uma nova tarefa implica em estabelecer pequenos ritos que marcam significados e estabelecem um corte, ao fixar um momento.
Escovar os dentes pode ser um rito? Depende.
Não é o simples ato da repetição que transforma uma sequência de ações num ritual.
É preciso que o ato seja revestido de um sentido, um significado que o ultrapassa.
Por exemplo, se eu escovo os meus dentes depois das refeições para que eles fiquem limpos, o ato de escovar os dentes nnao significa mais nada, além do fato de que sua praticante é uma pessoa asseada.
Por outro lado, se faço com que a minha filha escove os dentes depois do banho, a noite, antes de ir dormir, isso pode se tornar um ritual, uma vez que ao desempenhar as tarefas ela já esta percebendo que se aproxima a hora de dormir, pois já repetimos essa sequência muitas vezes e ela acaba sempre no mesmo lugar. Nesse caso, escovar os dentes ganha um sentido a mais, por sinalizar parte da transição entre um momento de atividade do dia, para um momento de repouso noturno.
Sinaliza a passagem, recebe um significado a mais, para além da funcionalidade prática de manter os dentes limpos.
A importância dos ritos esta nos significados que eles contém e sutilmente implicam. Insinuam, sugerem, mas não revelam, são como o significado eloquente do silêncio.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Os sonhos comandam a vida!
Trata-se de uma canção popular portuguesa, sobre o "sonho que comanda a vida"...
"Eles não sabem que o sonho
é uma constante na vida,
tão concreta e definida,
como outra coisa qualquer.
[...]
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre sedento,
de focinho pontiagudo,
num perpétuo movimento.
[...]
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida
e que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
Pode parecer bobagem, mas é da maior importancia. Tudo o que vc sonhou viver é parte de quem vc é, assim como o que ja viveu, o que sabe e o que estudou. Ninguem vai tirar isso de vc. Os seus sonhos são só seus, não devem depender da vontade de outros para acontecerem...embora alguns sonhos envolvam outras pessoas...
Ja parou pra pensar que o mundo esta cheio de pessoas que tb tem sonhos? e que algumas delas, apenas algumas, tem sonhos semelhantes aos seus?
Em 2006 e 2007 entrevistei muitas mulheres empreendedoras sobre o começo delas e suas trajetorias, e isso me chamou muito a atenção, a presenção repetida do sonho e da visão de um futuro melhor, é isso que move as pessoas...pra fazer qualquer coisa.
Nunca esqueci a narrativa de Roze sobre como ela foi reunindo as "mulheres que tinham sonho".
"Eles não sabem que o sonho
é uma constante na vida,
tão concreta e definida,
como outra coisa qualquer.
[...]
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre sedento,
de focinho pontiagudo,
num perpétuo movimento.
[...]
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida
e que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
Pode parecer bobagem, mas é da maior importancia. Tudo o que vc sonhou viver é parte de quem vc é, assim como o que ja viveu, o que sabe e o que estudou. Ninguem vai tirar isso de vc. Os seus sonhos são só seus, não devem depender da vontade de outros para acontecerem...embora alguns sonhos envolvam outras pessoas...
Ja parou pra pensar que o mundo esta cheio de pessoas que tb tem sonhos? e que algumas delas, apenas algumas, tem sonhos semelhantes aos seus?
Em 2006 e 2007 entrevistei muitas mulheres empreendedoras sobre o começo delas e suas trajetorias, e isso me chamou muito a atenção, a presenção repetida do sonho e da visão de um futuro melhor, é isso que move as pessoas...pra fazer qualquer coisa.
Nunca esqueci a narrativa de Roze sobre como ela foi reunindo as "mulheres que tinham sonho".
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Women at Work in Britain



"In peacetime Britain women were not treated equally at work. Many jobs were closed to them completely.But by 1915 there was an acute shortage of workers as so many men had gone off to fight. In this situation employers and Trade Unions relaxed their rules and took on women workers." (p.19)[...]
"Women showed they could do many jobs for which they had previously been thought incapable.The national crisis of the war overcame male prejudices as nothing else could. Men were obliged to revise their opinions about whether women should work and what work they could do." (p.20)
"Although many women lost their jobs after the war when soldiers came home, their contribution to the war effort meant that many men had to change their views about women´s equality."
"In 1918 a restricted number of women (women over 30 who were local government electors or married to local government electors, about 60% of all women) gained the right to vote for the first time."
"Although they were paid less than man for the same work, women war workers also enjoyed the freedom which a job and a wage gave them. Even when they lost their jobs after the war, their self-respect and confidence was not lost." (p.20)
Extraído de:
Culpin, C. Making History. London: Harper Collins Publications,1996.
Links:
www.womenatwork.co,uk
Sonho de Pano

Mulheres artesãs de Brasília buscam no Artesanato o desenvolvimento da sua comunidade, e acabam obtendo uma maior integração social, articulação para organizar suas demandas e uma renda regular proveniente dessa atividade.
O “Projeto Sonho de Pano” foi criado por Anita com as mulheres da organização, visando a geração de renda para as mulheres da comunidade, uma das principais demandas do grupo, entre outras propósitos.
“No projeto sonhos de pano são treze mulheres. Treze mulheres que desenvolvem trabalho aqui conosco, que já vivem um pouco dessa renda, são treze mulheres. [...]Tem uns quatro anos. Tem quatro anos que o projeto começou, o sonho de pano, e esse trabalho está sendo desenvolvido a passinho de tartaruga, pois como o Varjão ainda está nesse trânsito de assentamento, então ainda está tendo de ir devagar ainda, até mesmo por que tem que ter assim, um espaço maior para trabalhar com elas, como você vê está aqui na minha sala, mas estamos brigando por um galpão que tem aqui no próprio meu terreno que possa trazer mais mulheres para trabalhar conosco, mas para isso tem que construir o galpão. Nós estamos buscando parcerias para que possa construir para que a gente possa ajudar muito mais pessoas que precisam aqui dentro do Varjão.” (Anita)
Extraído de:
"De Bonecas, Flores e Bordados: investigações antropológicas no campo do artesanato em Brasília". Tese de Doutorado. Brasília, UNB, 2008.
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