Diversidade Cultural. Cidadania. Cultura Popular. Semiótica e Interpretação.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Eco Fashion - Moda sustentável








Produtos elaborados com algodão orgânico e materiais recicláveis. Há designers que se especializam nesse segmento de mercado e começam a ficar bastante conhecidos. A consciência e preocupação com a sustentabilidade é cada vez maior, e atrai sempre novos adeptos. Afinal, a preservação do meio ambiente é uma responsabilidade de todos nós.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Andando pelo Moabit

O Moabit é parte de Berlin.









Andando por essas ruas você pode escutar várias outras línguas além do alemão. Você pode perceber que o antigo bairro abriga moradores de origens étnicas e culturais diversas. Esse é um espaço de integração social localizado numa região bastante central da cidade. O video abaixo trata de um projeto de integração realizado por mulheres do Moabit. "De mãe para mãe" é o título do vídeo e descreve sua abordagem.



sexta-feira, 1 de abril de 2011

Estrangeiros e conectados - processos de interação social

As antenas parabólicas penduradas nas janelas em Berlin estão associadas aos estrangeiros. Elas fazem parte da luta e dos dilemas da integração sem assimilação cultural. São objeto e emblema da resistência cultural de grupos que aqui vivem há gerações, e que aqui encontraram refúgio contra as mazelas da guerra e destruição de sua terra de origem.




Associadas aos Arabes e Turcos, as antenas parabólicas são um elo de ligação entre essas pessoas que tentam refazer suas vidas e reconstruir identidades na Alemanha, e seu local de origem mais remoto, onde deixaram parentes e familiares, e para onde são re-encaminhados diariamente, a cada vez que são apontados como ESTRANGEIROS.

Na medida em que se conhece um pouco mais da dinâmica social nessa cidade, percebe-se que essa categoria "estrangeiro" é um das mais complexas que se pode encontrar. Complexa especialmente porque não se trata dos inúmeros turistas que visitam a cidade e tampouco de habitantes temporários, recém chegados ou de passagem. Complexa porque na maioria das vezes inclui pessoas que nasceram aqui, que não conhecem outra pátria e outro modo de vida. Ainda assim, são remetidos a buscar identificação em outros lugares, entre outras pessoas.  A antena parabólica desempenha um papel de ligação com uma identidade ancestral que eles buscam vivenciar, já que a identificação como alemão lhes é negada numa base diária. Daí o papel central da televisão, via antena parabólica, na construção da identidade subjetiva.

Nos processos de interação social a identidade do sujeito pode ser reificada ou mesmo reinventada, na busca pela construção de sentido e no desejo de dar coerência ao vivido. Em muitos casos, o sentido construído inclui também as imagens obtidas na televisão estrangeira, ou seria na televisão nacional dos estrangeiros? Quem souber, responda!



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Women at Work in Britain






"In peacetime Britain women were not treated equally at work. Many jobs were closed to them completely.But by 1915 there was an acute shortage of workers as so many men had gone off to fight. In this situation employers and Trade Unions relaxed their rules and took on women workers." (p.19)[...]

"Women showed they could do many jobs for which they had previously been thought incapable.The national crisis of the war overcame male prejudices as nothing else could. Men were obliged to revise their opinions about whether women should work and what work they could do." (p.20)

"Although many women lost their jobs after the war when soldiers came home, their contribution to the war effort meant that many men had to change their views about women´s equality."

"In 1918 a restricted number of women (women over 30 who were local government electors or married to local government electors, about 60% of all women) gained the right to vote for the first time."

"Although they were paid less than man for the same work, women war workers also enjoyed the freedom which a job and a wage gave them. Even when they lost their jobs after the war, their self-respect and confidence was not lost." (p.20)

Extraído de:
Culpin, C. Making History. London: Harper Collins Publications,1996.


Links:

www.womenatwork.co,uk

Sonho de Pano



Mulheres artesãs de Brasília buscam no Artesanato o desenvolvimento da sua comunidade, e acabam obtendo uma maior integração social, articulação para organizar suas demandas e uma renda regular proveniente dessa atividade.

O “Projeto Sonho de Pano” foi criado por Anita com as mulheres da organização, visando a geração de renda para as mulheres da comunidade, uma das principais demandas do grupo, entre outras propósitos.

“No projeto sonhos de pano são treze mulheres. Treze mulheres que desenvolvem trabalho aqui conosco, que já vivem um pouco dessa renda, são treze mulheres. [...]Tem uns quatro anos. Tem quatro anos que o projeto começou, o sonho de pano, e esse trabalho está sendo desenvolvido a passinho de tartaruga, pois como o Varjão ainda está nesse trânsito de assentamento, então ainda está tendo de ir devagar ainda, até mesmo por que tem que ter assim, um espaço maior para trabalhar com elas, como você vê está aqui na minha sala, mas estamos brigando por um galpão que tem aqui no próprio meu terreno que possa trazer mais mulheres para trabalhar conosco, mas para isso tem que construir o galpão. Nós estamos buscando parcerias para que possa construir para que a gente possa ajudar muito mais pessoas que precisam aqui dentro do Varjão.” (Anita)

Extraído de:
"De Bonecas, Flores e Bordados: investigações antropológicas no campo do artesanato em Brasília". Tese de Doutorado. Brasília, UNB, 2008.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Artesanato de Exportação em Brasília

Produção artesanal de Brasília é conhecida no Brasil inteiro e exportada.






Buscando a inspiração no folclore brasileiro, Kátia desenvolveu os produtos do projeto Apoena visando a sofisticação do artesanato. De olho em um público mais refinado, e com maior poder aquisitivo, Kátia aposta na produção artesanal como um diferencial para agregar valor ao produto. “São peças feitas à mão, pelas artesãs, isso não pode custar barato, eu preciso valorizar o trabalho delas”.



A organização Apoena já participava dos eventos de moda do Rio de Janeiro e também de São Paulo, Fashion Rio e São Paulo Fashion Week. Em seguida foram convidadas a participar também de eventos internacionais, integrando feiras de moda em Portugal e na França, para onde começaram a exportar.

A proposta da organização é produzir moda vinculada à ação social. De acordo com Kátia, Apoena significa “aquele que enxerga longe” na língua tupi.

(Reportagem do Correio Brasiliense, Brasília, 2008)


O objetivo do projeto Apoena seria a inclusão de mulheres que em sua maioria trabalham em casa, perto dos seus filhos, garantindo-lhes renda e uma melhor qualidade de vida. Tal projeto, denominado Apoena, é criação da designer Kátia Ferreira, idealizadora do Instituto Proeza, uma organização não-governamental cujo foco são famílias de baixa renda, ou em situação de desemprego. Kátia criou um projeto que pudesse gerar renda e ao mesmo tempo mantivesse as mães perto de seus filhos.

Extraído de:

"De Bonecas, Flores e Bordados: investigações antropológicas no campo do artesanato em Brasília". Tese de Doutorado. Brasília, UNB, 2008.

Grupo de Produção Flor do Cerrado de Samambaia

Grupo de Produção Artesanal Flor do Cerrado - semenado arte na comunidade de Samambaia - DF




Roze Mendes, figura central do grupo de produção Flor do Cerrado, tem como um de seus objetivos o desenvolvimento local da região de Samambaia, onde reside. Este grupo, que teve início no espaço da creche comunitária, cedido pelo padre, conta atualmente com a participação de quatorze mulheres, e acabou transformando-se numa Micro Empresa, como forma de garantir sua participação, sempre crescente, no mercado. A trajetória de luta das mulheres, narrada do ponto de vista de Roze, merece ser conhecida.




Assim ela começou a ensinar o que sabia, a manufatura de flores artesanais e outros trabalhos manuais. As mulheres foram aparecendo e juntando-se ao pequeno grupo inicial, e chamando sempre outras a participarem, convidando parentes e amigas para fazerem parte daqueles encontros de aprendizagem. Após as instruções iniciais, Roze começa a elaborar o seu “projeto”, pois já havia sido iniciada na linguagem e nos modelos de funcionamento daquele campo.

“Aí eu fiz um projeto, “Flor do Cerrado semeando Arte na Comunidade”, porque eu dava muito curso, e eu sozinha já não dava conta...chegou num ponto, chegava uma e eu falava assim: o que você sabe fazer? Bordar, então você vai ensinar ela a bordar, aí ela vai te ensinar a fazer flores, aí todo mundo virou instrutor, que era muita gente, não dava.”




O grande desafio para Roze era mostrar para aquelas mulheres que elas poderiam fazer algo de verdade, desenvolver um trabalho sério baseado em atividade artesanal, que essa possibilidade estava em suas mãos. Ela percebeu que a maioria delas entrava e saída do grupo de trabalho sem ser tocada pela visão das possibilidades que estava diante dos seus olhos. Percebeu também que somente algumas das mulheres participantes encaravam seriamente o artesanato como atividade economicamente viável e tratavam o assunto com a seriedade que ele merecia. Para ela, apenas as “mulheres que tinham sonho” de aprender coisas novas e crescer, sonho de mudar a sua vida, somente essas poderiam se engajar seriamente no projeto e levar adiante o desafio. Roze acredita na força dos sonhos, que impulsionam a mulher para a luta, e foi buscando reunir “as mulheres que tinham sonho” que ela formou o grupo Flor do Cerrado.

Extraído de:

"De Bonecas, Flores e Bordados: investigações antropológicas no campo do artesanato em Brasília". Tese de Doutorado. Brasília, UNB, 2008.